13 Dezembro 2008

Continuar a ser "só" professor..

Escrevi há quase um ano no "post" 'Eu avalia, tu avalias, no fim, a seguinte passagem:
Agora só falta que me obrigam a observar duas aulas vez noventa minutos vez 17 professores.
Trabalharei menos meio mês com os meus alunos, 2 a 5 horas para os meus alunos e e 12 à 15 para a burocracia.
Para não condenar definitivamente os meus próprios alunos ao insucesso escolar, por ausência do professor que está em regime de trabalhos forçados, poderei sempre sugerir aos pais que os alunos e o professor venham trabalhar 7 fins-de-semana, para recuperar o tempo perdido...

Podia ter previsto que era exactamente isso que me ia acontecer, acrescentando o facto que pelo volume de trabalho teria ficado sem a turma ou com a turma muito mais prejudicada do que tinha pensado na altura.
Tive que tomar um decisão dolorosa. Deixei a turma, deixei a escola, por considerar eticamente incorrecto assumir um cargo, destinado a professores titulares, para o qual não tenho preparação nem competência.

Por enquanto escapei ao princípio de Peeters.
Não me deixaram ser só professor, na escola onde trabalhava; passei a ser só professor em novos contextos, com novos desafios, continuando a intervir no espaço público. Continuo a desenvolver a actividade para a qual me formei e na qual investi ao longo dos anos.

Também continuo disponível para ser avaliado. De forma séria, sem lógicas mercantilistas e sem lógicas corporativistas. Disponível para dar sugestões, aguardo propostas.

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